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Ampliação do mercado de chocolates de origem é tema de encontro em Ilhéus

Produtores e especialistas debatem mercado brasileiro de chocolates nesta quinta-feira, 10, das 8h às 14h, no auditório do Sebrae

Ilhéus - Nesta quinta-feira, 10, produtores de cacau e especialistas vão debater o mercado brasileiro de chocolates e a perspectivas para a produção regional. Uma parceria do Instituto Arapyaú, da Agrícola Condurú e do Sebrae leva ao município o consultor e engenheiro de produção Estevan Sartorelli, que por mais de 10 anos foi gerente de perfumaria da Natura, uma das principais marcas nacionais. Gratuito e aberto ao público, o encontro acontece das 8h às 14h, no auditório do Sebrae Ilhéus, no Centro Histórico da cidade.

Além deste tema, também será debatido no encontro o projeto Rede Integrada de Inovação do Cacau Cabruca. A plataforma digital trará informações sobre novas tecnologias no campo do sistema cabruca e como facilitar comercialização de cacau e chocolate de qualidade, além do conteúdo a respeito de pesquisas aplicadas no desenvolvimento de produtos.

“A ideia é nortear os produtores para que eles se posicionem de forma correta no mercado, valorizando a identidade própria do chocolate da Bahia, focado na conservação produtiva que possui, com história, tradição, diversidade cultural e bem-estar”, revela o agricultor e diretor do Instituto Arapyaú, Ricardo Gomes da Costa.

Busca pela excelência

Os produtores participantes do encontro também poderão assistir a apresentação de Cristiano Villela, que trabalhou durante cinco anos na Mars (grupo da M&M chocolates), sobre programas de tecnologias que irão favorecer o cacau e chocolate da Bahia em relação à rastreabilidade dos produtos (análise laboratorial nos aspectos físico, químico e sensorial). “A proposta é nos colocar em outro patamar de excelência”, resume Costa.

De acordo com ele, para se produzir uma amêndoa de excelente qualidade é preciso ter um ambiente propício. Além disso, é fundamental ter uma boa variedade de cacau, uma detalhada seleção genética dos frutos e capacidade técnica de manejo nas fazendas. Estes três itens, juntos, são definidos por uma expressão francesa muito comum na análise das uvas usadas na produção de vinhos: terroir. A palavra significa a relação mais íntima entre o solo e o microclima particular, que concebe o nascimento de um tipo de fruta, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade, sem que ninguém consiga explicar por que isso acontece. Segundo Costa, a região cacaueira da Bahia tem este conjunto de elementos que garantem a qualidade da produção de amêndoas selecionadas, como em poucas partes do mundo.

Organização e planejamento

O evento é uma das ações do Projeto de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau e Chocolate da região Sul da Bahia, que conta com a parceria do Sebrae. Entre outras atividades desenvolvidas, destacam-se a melhoria da qualidade das amêndoas, o apoio à organização do segmento através do fortalecimento de cooperativas e associações, estudos de viabilidade econômica e do melhor modelo de negócio para a consolidação do chocolate de origem baiano, a difusão de certificações para agregar valor ao cacau (orgânico) e desenvolvimento de novas tecnologias para garantir rastreabilidade do produto e facilitar o acesso à informação de campo, de mercado, pesquisa e agroindústria.

Se durante muitos anos as fazendas, o cacau, os coronéis, os jagunços e tropeiros, as mulheres e os homens da região cacaueira da Bahia serviram de inspiração para o escritor Jorge Amado, agora a região aposta em um novo enredo para contar a sua história de luta, de desafios e de novas oportunidades.

Mais informações podem ser obtidas no Sebrae Ilhéus, pelo telefone (73) 3634-4068.

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Tags: Cacau, capacitação, produtor rural