Educação Empreendedora

Hackathon Universitário promovido pelo Sebrae premia soluções com foco em saúde e alimentação segura

Equipes tiveram o desafio de criar negócios inovadores a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elaborados pela ONU

Evento contou com a participação de equipes de diversas instituições de ensino superior.
 

Após três dias de maratona a distância, o Hackathon Universitário Online, promovido pelo Sebrae, selecionou três soluções para receberem 10h de consultoria remota e, assim, dar continuidade aos seus projetos e desenvolver os seus produtos. O evento contou com a parceria das Instituições de Ensino Superior Ucsal, Unifacs, Unijorge, Unime e UniRuy Wyden.

 

Para a gestora estadual do Projeto de Educação Empreendedora do Sebrae Bahia, Ana Luci des Graviers, o resultado do Hackathon foi muito positivo e destaca a interação entre o professor/mentor - que ministra a disciplina de empreendedorismo na universidade - e os estudantes, que tiveram, por meio de uma competição, o propósito de criar protótipos de negócios (produto ou serviço) sob o paradigma dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

“A nossa expectativa é que as monitorias oferecidas como premiação pelo Sebrae, possa proporcionar o avanço dos projetos e a sua possível inserção no mercado contemplando o desenvolvimento dos seus potenciais empreendedores e trazendo impacto social”, enfatiza a gestora.

Conheça as equipes e seus respectivos projetos:

 

Equipe Netuno

 

Os estudantes de Administração de Empresas da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), Dalila Alvino, José Augusto de Souza e Luan Galvão, sob mentoria do professor Haroldo Peon, escolheram o tema “Saúde e bem-estar” (ODS 3) para desenvolver a ideia premiada.

 

Juntos, identificaram que há o problema de intercorrências ocorridas no acompanhamento ou no tratamento pós internação de crianças, que causam não conformidades técnicas e socioemocionais nelas.

 

Como solução, propuseram a criação de uma plataforma digital gamificada que permita o monitoramento constante das crianças em acompanhamento ou tratamento pós internação, a fim de diminuir a necessidade de retorno ao hospital, o que ocasiona não conformidades socioemocionais nas crianças.

 

O que levou a equipe a escolher esse tema foi a possibilidade de ter uma abrangência em todo o país. Eles também identificaram que existe uma dificuldade de entendimento e aceitação por parte das crianças em relação à volta à normalidade, além do preconceito que sofrem.

 

“A oportunidade dada pelo Sebrae, sem dúvidas, foi extremamente gratificante e proveitosa. Através dela, jovens tiveram espaço para idealizar e, posteriormente, colocar em prática um projeto de impacto social, visando ajudar aqueles que mais precisam” frisa Luan Galvão.

 

Equipe Orion

 

A equipe da Unime apostou na segunda ODS, “Fome zero e agricultura sustentável”. Os estudantes de administração Jean Rodrigues, Jessica de Andrade, Roberta Fonseca e a estudante de engenharia química Larissa Ataide, contaram com a mentoria da professora Bárbara Cabral para a competição.

 

Como gerente de loja, Roberta Fonseca acompanhou de perto o desperdício de muitos alimentos e, com essa informação, motivou a equipe a desenvolver uma proposta para modificar esse cenário. O que também contribui para diminuir a produção de lixo.

 

Com isso, eles cruzaram os dados mundiais de mortalidade diária por fome e do desperdício de toda comida que é produzida e foram em busca de uma forma para mudar essa realidade e direcionar a comida que é jogada fora para quem tem fome.

 

A solução que eles apresentaram foi a criação de um aplicativo que faça a ponte entre comerciantes que querem comprar produtos com preço mais em conta e redes de supermercados que tenham produtos alimentícios com pequenas avarias ou estejam próximos da data de vencimento.

 

“O Hackathon e os palestrantes, a exemplo de Davi Braga, mostraram que é possível, que não precisa a pessoa ser velha, com muito conhecimento. Basta querer, ter uma boa ideia e ter planejamento. Sou muito grata ao Sebrae e acho que essas mentorias vão ajudar bastante a equipe e vamos conseguir melhorar o aplicativo”, afirma Roberta.

 

Equipe Connect-AI Technologies

 

A falta de informação médica atualizada foi o problema identificado pela equipe da Uniruy Wyden, composta pela estudante de contábeis Tainá Caroline Amorim, William Rocha, estudante de engenharia da computação e do professor/mentor Elisandro Lima. Eles também elegeram o tema Saúde e bem-estar (ODS 3) para participar da maratona.

 

Para solucionar essa questão, a equipe acredita no desenvolvimento de Software como serviço (SaaS), atrelado a inteligência artificial, para mostrar todos os tratamentos indicados a cada caso em tempo real, com dados alimentados por profissionais de saúde que utilizem a plataforma.

 

Na visão da equipe, todo empreendedor precisa sentir a dor primeiro para, depois, propor uma solução. William sentiu a dor da falta de informação médica atualizada quando passou quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), acompanhando os seus pais que estavam internados. Já Tainá que, durante a realização do hackathon estava com a Covid-19, só teve o diagnóstico correto no quarto hospital consultado.

 

“Será uma espécie de rede social inteligente, alimentada e com acesso exclusivo por médicos formados e registrados no Conselho Regional de Medicina. Com esse aplicativo, esperamos que esses profissionais tenham informação segura e atualizada para diagnosticar pacientes”, ressalta Tainá. “O Sebrae fez de mim uma outra empreendedora e totalmente capacitada”, conclui.

 

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