Petróleo e gás

Encadeamento produtivo no setor gera oportunidades para micro e pequenas empresas

Ações para potencializar a exploração onshore abrem perspectivas para a economia

Jorge Khoury falou do compromisso do Sebrae para fortalecer o setor de petróleo e gásSetor que mais investe no Brasil, a cadeia de petróleo e gás ganha novas perspectivas com as ações que estão sendo desenvolvidas para a exploração onshore. Foi esse o tema do workshop realizado nesta quinta-feira, 19, no Senai/Cimatec, que apresentou, a um auditório lotado com a presença de empresários do setor, o REATE 2020 (Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres).

O REATE 2020 é uma política nacional de desenvolvimento, lançada em agosto pelo Ministério de Minas e Energia, que atua no sentido de impactar na melhoria da competitividade, na geração de emprego e renda e no desenvolvimento de territórios de mais da metade das Unidades Federativas do país.

Nesse contexto, o encadeamento produtivo abre também inúmeras oportunidades para as micro e pequenas empresas fornecedoras de produtos e serviços para as grandes empresas do setor. Foi o que pontuou o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, na abertura do evento. Ele reiterou a atuação da instituição em âmbito nacional, focada no desenvolvimento do setor.

“O encadeamento produtivo é essencial nesse processo e, ao que cabe ao Sebrae, vamos continuar nosso trabalho, oferecendo capacitação para que as micro e pequenas empresas possa, cada vez mais, aproveitar as oportunidades geradas por um setor que movimenta tanto a nossa economia”, destacou Khoury.

A gestora do projeto de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae Bahia, Aline Lobo, destaca que a instituição atua há quase 20 anos nessa cadeia. Entre as principais ações desenvolvidas ao longo desse período, estão a articulação de atores e estruturação de governanças para fomentar a melhoria do ambiente de negócios; disseminação de inteligência setorial e de mercado; adequação de pequenos negócios aos requisitos da cadeia; e sua inserção no processo de inovação aberta de grandes e médias empresas, possibilitando também uma aproximação comercial entre esses empreendimentos.

Estímulo

Ainda na abertura do evento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, também ressaltou a parceria com o Sebrae no processo de encadeamento produtivo. Acerca do setor, ele ressaltou que a Bahia como o segundo hub de petróleo no Brasil, especialmente com os investimentos realizados no Cimatec Industrial.

“É necessário estimular o setor de óleo e gás e investir no encadeamento produtivo, de forma que se consiga uma atuação mais forte das empresas e, consequentemente, dinamizem a nossa economia”, disse.

Já o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, destacou que essa indústria é significativa para o estado da Bahia. Falou ainda do potencial pouco explorado onshore, enquanto 86% do petróleo do país é produzido offshore, assim como 80% da produção de gás. “Estamos trabalhando para diminuir a burocracia e permitir esse ‘renascimento’ do setor de petróleo e gás”.

Representando o governador Rui Costa, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, disse que a gestão estadual está empenhada em promover uma abertura para a diversificação do setor. “Sabemos que esse processo de abertura é essencial para alavancar o setor, mas sempre resguardando aspectos sociais, econômicos e ambientais”, concluiu.

REATE

O REATE contém 45 propostas de ações, distribuídas em três níveis institucionais: políticas governamentais (coordenado pelo MME), regulação (coordenado pela ANP), e infraestrutura e comercialização (coordenado pela Empresa da Pesquisa Empresas - EPE). A seceretária de Petróleo, Fás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renata Isfer, falou sobre as quatro frentes do programa: inovação e regulação (aprimorar a gestão regulatória buscando simplificar); bens e serviços (criar e implementar uma organização integrada para facilitar a adequada interlocução entre agentes econômicos da cadeia); gás (de identificar e monetizar o potencial de produção de gás no país); e promoção da livre concorrência.

O REATE 2020 vai traçar novas perspectivas quanto ao potencial de produção de óleo e gás em alguns estados, entre os quais a Bahia. A expectativa é de dobrar a atual produção de gás natural nacional, passando dos atuais 25 milhões de metros cúbicos por dia para mais de 50 milhões.

Para a realização do Workshop REATE 2020 em Salvador, a ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás), a FIEB e o Governo do Estado contaram com a parceria do Sebrae Bahia. Também participaram da abertura do evento o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, o vice-presidente da ABPIP, Marcelo Magalhães, o superintendente de Petróleo e Gás Natural da EPE, Marcos Frederico, e o auditor da Secretaria de Avaliação, Planejamento e Loteria do Ministério da Economia, Elton do Vale.

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