Negócios

Café com Energia apresenta oportunidades na área de saneamento e gestão de resíduos sólidos

Encontro foi realizado na quarta-feira (23), no Novotel Hangar Aerporto, em Salvador

Secretário interino Antônio Carlos Figueiredo destacou oportunidades de negócio junto a Consórcios PúblicosA quarta edição do Café com Energia reuniu empresários, na quarta-feira (23), que puderam conhecer as oportunidades para as áreas de saneamento e gestão de resíduos sólidos. O evento aconteceu no Novotel Hangar Aerporto, em Salvador.

Na ocasião, o secretário interino de Desenvolvimento Urbano, Antônio Carlos Figueiredo, destacou as oportunidades, especificamente na área de gestão de resíduos sólidos, a partir de contratos com Consórcios Municipais.

Ele apresentou números que apontam que mais da metade dos municípios baianos tem menos de 20 mil habitantes. “A média é uma produção de 800 gramas de lixo por pessoa diariamente. Então, um município de 20 mil habitantes produz uma média diária de 10 toneladas, o que é pouco para justificar operações de maior escala econômica. O cenário muda quando temos um consórcio público”.

O secretário citou o exemplo do Consórcio Litoral Sul, que reúne 16 municípios e somam cerca de 520 mil habitantes. “Ou seja, a produção diária de resíduos somada pode chegar a 200 toneladas. Por isso, entendemos o consórcio público como uma grande oportunidade para a geração de negócios para o setor privado”, pontuou.

Saneamento

Números da consultoria Tratar Brasil apontam que apenas 52% da população têm acesso a coleta de esgoto, enquanto 34 milhões de brasileiros não possuem nenhuma água tratado. O saneamento básico é considerado uma das preocupações principais na área de infraestrutura.

Em 2013, o Plano Nacional de Saneamento Básico indicava que seriam necessários investimentos de R$ 20 bilhões por ano até 2033 para a universalização desses serviços. No entanto, estudos apontam que essa condição mudou e já é necessário subir de R$ 15 bilhões para R$ 22 bilhões os investimentos até 2033 para atingir a meta.

O consultor Eduardo Aragon informou que a participação do setor privado é um ponto importante nesse contexto. Atualmente, os investimentos privados estão em 266 contratos na área de saneamento, que representa apenas 6% das concessões. A maior parte é gerida por empresas estaduais (75%), seguida de concessões municipais (27%).

Uma das oportunidades está na mudança no modelo das Parcerias Público Privadas (PPP), tema apresentado pela representa da secretaria executiva de PPPs do governo da Bahia, Priscila Romano.

Energia

Além dela, o gerente de Engenharia Elétrica da Embasa, Thiago Oliveira, apresentou oportunidades para o setor privado no fornecimento de energia para a empresa. Segundo ele, estão previstos para os próximos dez anos um gasto pela embasa de R$ 3,3 bilhões de energia elétrica, e o objetivo é reduzir esse consumo, para que os recursos possam ser direcionados para a área de saneamento.

“Cerca de 30% da energia é comprada no mercado privado, por sermos consumidores livres de energia. Até 2022, devemos migrar 52% da nossa carga para esse mercado, o que vai gerar uma economia de R$ 25 milhões”, afirmou.

A analista da Unidade de Ambiente de Negócios do Sebrae Bahia, Aline Lobo, explicou que o evento busca trazer tema ligados à carteira de energia, mas também buscar agregar outros segmentos afins. “Energia perpassa por vários outros setores e é por isso que buscamos identificar as oportunidades possíveis para o empresário”.

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