Parceria

Atração de investimentos estrangeiros traz oportunidades para pequenos negócios

Representantes do Banco Mundial, do Ministério da Economia e do Governo da Bahia participaram de seminário para abordar tema sob a ótica do novo Governo Federal

Os novos mecanismos do Governo Federal para atração de investimentos estrangeiros foram apresentados na manhã desta segunda-feira (7), durante seminário realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Um dos pontos abordados foi a criação da figura do Ombudsman de Investimentos Diretos, que tem o objetivo de servir de interlocutor entre os investidores e os representantes do poder público.

O Ombudsman é uma “espécie de janela única de investimentos” cuja função é exercida pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Ele é responsável por receber consultas e questionamentos sobre matérias relacionadas a investimentos, a serem respondidos em conjunto com outros órgãos e entidades governamentais (federais, estaduais e municipais) envolvidos em cada caso (Rede de Pontos Focais).

O papel do Ombudsman é apoiar e orientar os investidores, esclarecendo dúvidas e recomendando soluções para os questionamentos apresentados (Policy Advocacy), e propor aos órgãos e/ou agências de governo possíveis melhorias na legislação ou nos procedimentos administrativos adotados.

No caso da Bahia, o ponto focal definido após reunião realizada ainda nesta segunda foi a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Presente ao evento, o superintendente da SDE, Paulo Guimarães, ressaltou o potencial econômico do estado e necessidade também de se considerar a diversidade presente ao longo do território baiano.

Com essa e outras medidas, o Governo Federal espera atrair mais investimentos estrangeiros, o que, de acordo com o gerente da Unidade de Captação de Recursos Financeiros do Sebrae Bahia, Vitor Lopes, pode trazer também oportunidades para os micro e pequenos negócios. “Investimentos de maior valor no país teria resultado na alavancagem dos pequenos negócios, por meio do processo de encadeamento produtivo”, pontuou Vitor.

O seminário está sendo realizado em diversas cidades do Brasil e conta com a participação de representantes do Banco Mundial, para falar de alguns fundos de investimentos que podem ser direcionados ao Brasil, desde que observadas questões como incentivos aos investidores e, por outro lado, o olhar atento à indústria nacional.

A instituição destaca também alguns estudos que apontam os principais motivos que afastam investidores do país. Entre eles, estão aspectos relacionados à falta de clareza das regras, burocracia e mudanças bruscas nas legislações

A especialista do Banco Mundial, Daniela Altamirano, destacou a importância de se levar em conta a necessidade de desenvolver políticas públicas que tornem o país mais atrativo aos investimentos externos, deixando clara quais as regras e também apresentando garantias possíveis de serem cumpridas.

Ela falou sobre o potencial do Brasil para a atração de investimentos, mas reiterou a necessidade de se priorizar setores que estejam em alta no momento. “O investidor precisa também ter garantias de políticas de expansão e isso depende também da articulação com o poder público”.

O vice-presidente da Fieb, Angelo Calmon de Sá Júnior, que comandou os trabalhos na manhã desta segunda-feira, falou sobre a importância das medidas apresentadas, reforçando a mensagem positiva deixada, somadas às reformas que estão sendo conduzidas pelo Governo Federal.

A diretora de Competitividade Internacional em Comércio e Serviços do Ministério da Economia, Edna Cesetti, afirmou que as iniciativas que possibilitem a atração de investimentos devem ser encaradas como medidas de Estado, e não de governo. Ela ressaltou também o papel dessa interlocução com o Ombudsman, que pretende garantir a chegada de investimentos qualificados ao Brasil.

“Se por um lado queremos facilitar a entrada desses investimentos, por outro queremos que eles sejam qualificados, respeitem questões relacionadas ao meio ambiente, a direitos humanos e outras áreas sensíveis, e que tragam resultados efetivos para o país”, concluiu.

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