Novembro Negro

Black Money: Conheça iniciativas focadas no desenvolvimento do Afroempreendedorismo

População negra vive luta diária contra o racismo e falta de oportunidades, elevando o número de pessoas que buscam no empreendedorismo uma forma de sobreviver

Empreendedoras da Wakanda participaram do Desafio Salvador Resiliente - Mulheres e Tecnologia.Mais da metade da população brasileira se autodeclara negra (pretos e pardos), cerca de 56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, do ponto de vista social, este contingente se vê sub-representado em cargos de gestão nas grandes corporações e, também, em posições de poder público, mesmo movimentando cerca de R$ 1,7 trilhão por ano, conforme levantamento do Instituto Locomotiva.

De olho na crescente demanda pelas pessoas que buscam representatividade e equidade racial nas suas relações com o mercado, empreendedores negros têm buscado fomentar negócios para esta camada da população, auxiliando no empoderamento econômico, redução das desigualdades e contribuindo com ferramentas de desenvolvimento para as suas empresas.

Na Bahia, estado com mais de 80% da população de pretos e pardos, algumas iniciativas têm se destacado no apoio aos negócios liderados por negros, que fazem do afroempreendedorismo uma forma de resistência em um mercado de trabalho cada vez mais excludente e com oportunidades escassas para essa população.

Conheça duas dessas iniciativas que têm como estratégia oferecer ferramentas para que os empreendedores negros desenvolvam seus negócios de maneira sustentável:

Afroempreendendo
Empresa de educação empreendedora, criada em 2016, voltada para negros que busca fomentar o Black Money e construir uma rede de fortalecimento afroempreendedores. Atua com cursos, consultoria e palestras e também gerindo algumas redes sociais de outros empreendedores negros, ajudando-os a se colocar no mundo digital.

“A ideia é ser um quilombo empresarial, onde os negros consigam mais informações e conhecimentos para desenvolver seus negócios ou começar a empreender”, defende a idealizadora Fau Ferreira.

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Wakanda Educação Empreendedora
Negócio de impacto social que traduz conteúdos do empreendedorismo tradicional para a linguagem informal e regional, permitindo o acesso e fortalecimento de negócios periféricos e por necessidade.

A iniciativa foi uma das 10 empresas participantes do Desafio Salvador Resiliente - Mulheres e Tecnologia, promovido pelo Sebrae Bahia, Prefeitura de Salvador, Fundação Avina, BidLab e Redes de Cidades Resilientes, e ficou entre as quatro que receberam investimento para implementação de projetos. A Wakanda foi contemplada com US$ 6 mil após passar pela banca avaliadora.

"Fiquei muito feliz em participar, por ter uma paridade de raça e isso é muito importante, e também ter mulheres trans e travestis com suas iniciativas e projetos. A gente consegue compreender que nós, como empresárias, já temos feito muita coisa diferente na cidade e precisam, agora, dar voz e deixar que a gente se mostre para entender que mulher sabe muito mais coisas do que a estrutura diz”, afirma.

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